«Não sei quantos éramos, talvez 280, 300. Havia 40 mulheres, oito delas somalis, como eu.»
Disse Asha Omer, grávida, de 21 anos, que se salvou porque o marido a agarrou pelo cabelo.
Desde Janeiro de 2011, mais de 40 mil imigrantes clandestinos venceram as costas de Lampedusa fugindo da guerra e da pobreza. Chegam em pequenas embarcações amontoadas de gente, sem água, sem comida, a esta ilha do sul de Itália com apenas 6 mil habitantes autóctones.
As reacções desencadeadas perante as crescentes notícias sobre naufrágios, o consequente número de mortos, repatriações, histórias incríveis de sobrevivência, constituem o nosso material de trabalho, necessariamente enformado pela visão crítica de cidadãos de uma Europa que brilha aos olhos de quem parte de África. Cruzando diferentes narrativas sobre a ilha (nomeadamente um nosso, in loco, Diário de Viagem a Lampedusa), propomos uma reflexão performativa sobre alguns conceitos tangenciais a este tema: identidade, território e fronteiras.
Classificação etária: maiores de 16 anos
Duración: 50 minutos
Ficha técnico artística
Autoría: Susana C. Gaspar Actúan: Filipe Araújo, Paulo Campos dos Reis, Susana C. Gaspar Diseño de luces: Paulo Campos dos Reis Música original: Bruno Béu Asistencia de escenario: Nuno Vicente Producción ejecutiva: Nuno Teixeira Dirección de Producción: Rui Braz Dirección: Susana C. Gaspar
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